Com um Neymar endiabrado, o Brasil venceu o México por 2 a 0 no reencontro com o Castelão.

Toda turma possui um garoto mais espilicute, malino, danado mesmo, como diria o Suricate. O time dos “felipinhos” tem o seu: Neymar. Não é o mais alto, o mais forte nem o mais velho. E, ainda assim, lidera o pessoal em campo, na manha, na maciota. Ontem, estava inspirado. Muita gente foi ver os meninos jogar; o pessoal gritou alto o hino nacional (moral!) e aplaudiu ao fim dos 2 a 0 sobre os visitantes.
Isso mesmo! Jogo contra o pessoal de fora, do México. Dizem que vale até taça. Copa, na verdade, das Confederações. E que a vitória vai até estender a brincadeira para a molecada brasileira – o “professor” Felipão fez as contas e viu que os “felipinhos” já estão garantidos nas semifinais.

Felipão leva a coisa a sério. Brincadeira de gente grande mesmo. Ordenou que o pessoal jogasse mais próximo e que voltasse quando não tivesse a bola – Neymar e um grandão apelidado de Hulk quase se matam correndo atrás dos mexicanos. Mas missão dada é missão cumprida. O cabeludo do David e o Thiago seguraram as pontas lá atrás e o Paulinho jogou muito, de novo. Isso fora os ataques de outros dois traquinas, Daniel e Marcelo (o amigão do Neymar), que só andam pelas laterais, porque “lá tem menos gente”, segundo o seu Felipão.
O time entrou focado e na pressão. Logo no início, um gol do Oscar foi anulado – impedimento do Fred, que, vez por outra, fica dormindo na frente (ele não muda). Depois veio o do Neymar. E esse valeu! Daniel foi na lateral e cruzou pro Fred. A bola sobrou pro ex-moicano e pumba, de esquerda, no cantinho. Gol. Quase que o Castelão se desfaz: 1 a 0.

Ainda teve chapéu e até bicicleta no primeiro tempo. Os mexicanos também quiseram mostrar que sabiam brincar. O Chicharito, vulgo Ervilha, fez uma graça, e o Giovani, que é brasileiro mas não tem vaga nos “felipinhos”, também mostrou talento.
 
Vai ter pizza?

No segundo tempo, a brincadeira seguiu. O povo foi cansando, Felipão trocou uns e o Neymar seguia se amostrando a cada jogada. Umas davam certo, outras não. Até que veio uma legal. O Jô, garotão novo na turma, entrou e tava louco para fazer um gol. Daí o Neymar, já no finalzinho, traçou dois meninos e tocou para ele, livrinho, marcar o 2 a 0.
E terminou ali a partida. Eles foram descansar, que no sábado tem jogo contra a Itália. Se ganharem, o seu Felipão prometeu uma pizza. Quem disse que brincar não dá fome?

Confederações

BRASIL - 2
TÉCNICO: L.FELIPE SCOLARI
BRA: 4-3-3 
JULIO CESAR, DANIEL ALVES, THIAGO SILVA, DAVID LUIZ
MARCELO, LUIZ GUSTAVO, OSCAR (HERNANES), NEYMAR
PAULINHO, HULK (LUCAS), FRED (JÔ)

MÉXICO - 0
TÉCNICO: J.M.DE LA TORRE 
MEX: 4-4-2 
CORONA, MORENO, GUARDADO, SALCIDO, FLORES (HERRERA)
RODRÍGUEZ, TORRADO (JIMENEZ), TORRES (BARRERA) CHICHARITO HERNÁNDEZ, MIER, GIOVANI DOS SANTOS

Local: Arena Castelão
Data: 19/6/2013
Árbitro: Howard Webb (Fifa/Inglaterra)
Cartões amarelos: Thiago Silva e Daniel Alves (Brasil); Herrera, Rodríguez e Guardado (México)
Gols: Neymar (8 min/1ºT) e Jô ( 48 min/2ºT)
Logo após o início do jogo, a Fifa exigiu a retirada das dezenas de bandeiras de clubes colocadas nas arquibancadas de concreto pelos torcedores. Alvinegros e tricolores marcaram presença com muitas delas.
12 bolas chutadas a golpor Neymar, do Brasil. O atacante cometeu sete faltas e sofreu seis.
(FONTE: O POVO)
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